A
HUMILHAÇÃO FINAL
A humilhação final do Brasil só poderia ser com
relação a alguma coisa muito importante para o País: poderia ser com relação à
cerveja, o carnaval, a bunda da mulher ou o futebol. Foi com o futebol!
O
futebol brasileiro já teve lá as suas glórias, talvez mais bem
representadas pelas vitórias nas copas da Suécia e do México. As outras três
estrelas não tiveram o mesmo brilho. Depois do México, a ladeira abaixo, em
termos qualitativos e morais, foi uma constante.
A CBF, depois de ser comandada por Havelange
por 17 anos passou pelas mãos de uns cartolas transitórios por uns poucos anos
até que o velho Havelange finalmente conseguisse emplacar seu genro Ricardo
Teixeira, que se pendurou no cargo por mais de 23 anos. A criatura superou o
criador! Qualquer dirigente que permanece num cargo por tanto tempo sempre
acaba cedendo a umas picaretagens. Imaginemos então do que é capaz alguém que
já tem a picaretagem no DNA. Não bastasse isso, após a defenestragem do Ricardo
Teixeira quem o sucedeu em 2012? Alguém de sangue novo, com idéias inovadoras?
Não exatamente: o novo presidente da CBF, na boca de uma Copa a ser sediada no
Brasil é o glorioso José Maria Marin, 80 anos de idade, cabelos tingidos e uma
folha corrida daquelas! No ano passado, numa cerimônia de premiação de jogadores,
foi flagrado colocando furtivamente uma das medalhas no bolso do seu paletó.
Uma glória! E pensar de uma figura dessas já foi até governador de São Paulo
por uns meses...
Fica, assim, estabelecida de maneira clara e
insofismável a falência moral do futebol brasileiro do ponto de vista
administrativo que, da cúpula, se espalhou por todo o sistema. Resta analisar
do ponto de vista técnico. Na copa de 1958 na Suécia, o Brasil encantou o mundo
com um futebol criativo, irreverente e acima de tudo ofensivo. Mas não durou
muito pois com o passar dos anos a nova geração de técnicos foi adotando de
forma generalizada uma postura mais defensiva: a expressão-chave, válida até
hoje, é o “4-4-2”. Dois míseros atacantes e o resto lá trás defendendo.
Chegamos ao ponto de ouvir da anta Zagalo que o empate é um grande resultado e
que, de empate em empate, chegaríamos à vitória final. Este foi um grande
imbecil que causou um enorme dano ao futebol brasileiro. E assim fomos acumulando
alternativamente derrotas e vitórias inexpressivas, até os dias atuais.
E aí veio a humilhação final, a
capitulação, o reconhecimento de que somos, realmente, de fritar bolinho. Na
queda do técnico Mano, outra nulidade que em menos de 360 dias ninguém mais vai
se lembrar nem do nome do coitado, cogitou-se de contratar como técnico da
seleção brasileira o espanhol, ou melhor, o catalão Pep Guardiola, ex-técnico
do Barcelona!!!! Acabou-se escolhendo o Luiz Felipe Scolari (que até chegou a
ganhar uma copa para o Brasil mais por mérito dos jogadores), brilhante figura
que recomenda aos seus comandados que cuspam na cara dos adversários para os
desestabilizarem emocionalmente e que, cuja última e recentíssima proeza, foi a
de ter conduzido o Palmeiras para um glorioso rebaixamento para a segunda
divisão.
Esse é o Brasir, do ano dois mir!!!!!!