Monday, March 12, 2012

BRASIL, PAÍS DE TOLOS!!!!!!

Recentemente o Ministério dos Esportes aprovou uma verba de R$1 milhão para um programa de formação do neto do Émerson Fittipaldi como piloto da Nascar. O moleque tem 15 anos de idade, é nascido e vive nos Estados Unidos e, segundo consta, é bem riquinho!

Enquanto se sabe que o esporte brasileiro tem um desempenho global prá lá de medíocre, conforme atesta nossa performance nas mais diversas modalidades esportivas pelo mundo afora (inclusive no futebol, diga-se de passagem!), alocar recursos para um programa como esse é uma bofetada na cara de todos os brasileiros.

O Brasil é, realmente, um País de uns poucos espertalhões e uma multidão de tolos que, quietos e absolutamente passivos, assistem a estas barbaridades sem dar um pio.

É o fim da picada!


E.T. : no dia seguinte à publicação pela imprensa deste absurdo, o instituto EF (Émerson Fittipaldi) resolveu divulgar uma nota ridícula para justificar a garfada. Entre outras platitudes, afirmou que "Tudo dentro da mais absoluta legalidade e das melhores práticas. O mecanismo desta lei, é importante frisar, não leva recursos públicos ao beneficiário. Emprega o direito adquirido pelas empresas brasileiras de utilizar parte do imposto de renda devido para apoiar projetos esportivos."

Uma ova! Só neste trecho duas observações: 1) tudo pode ter sido feito dentro da mais absoluta legalidade (embora também dentro da mais absoluta imoralidade)
mas, certamente, não dentro das melhores práticas. Ao Ministério dos Esportes cabe NÃO SÓ examinar a legalidade da operação como, principalmente, o MÉRITO dela. E, no quesito mérito, não há como justificar uma barbaridade dessas quando se sabe, por exemplo, que metade das escolas brasileiras carece do mais básico em matéria de esporte, que é uma simples e honesta quadra; 2) O tal Instituto EF acha que somos todos uns idiotas (bem, no fundo, no fundo, somos mesmo!) ao dizer que o projeto não leva recursos públicos!!!!!!!!!!!Ah, sei! Só para ver se entendi mesmo: a empresa X abate de seu imposto de renda pessoa jurídica uma importância Y para que seja destinada ao desenvolvimento do esporte. Esta verba é repassada ao pimpolho. Então, o que deveria ir para os cofres da União sob forma de Imposto de Renda da empresa doadora vai para o bolso do pimpolho e isso não é recurso público. É isso, cara pálida?


Proponente: Instituto Emerson Fittipaldi -02.339.999/0001-23
Título do Projeto: Programa de Formação do Piloto Pietro Fittipaldi na NASCAR
Nº SLIE: 1101751-15 UF: SP
Nº do Processo: 58701.000154/2011-45 Estimativa Público: 2160001
Valor Aprovado para Captação (R$): 1.001.203,00 Prazo para Captação: 22/09/2011 a 31/12/2012

Monday, November 07, 2011

DILMA, DILMA, QUE VERGONHA TENHO DE TI !





Dilma, depois de discursar para ninguém na Reunião do G20 na França (vide foto super constrangedora, ao lado), deu uma entrevista da qual seleciono alguns trechos bem representativos de como funciona seu único e solitário neurônio. Quando funciona, né?


Leiam agora a entrevista em dilmês castiço:


“Aí fomos para a reunião do G20. Na reunião do G20… Aliás, desculpa, dos Brics. Na reunião dos Brics, os Brics discutiram a questão da crise europeia. Os Brics, eu acho que nenhum deles foi… todos eles acharam que tinha de aumentar, se houvesse uma ajuda, se fosse necessário a ajuda, se… obviamente, os que são ajudados têm de querer. Enfim, são discussões…”

“Nas reuniões, assim, mais laterais: com os japoneses, discutimos o trem de alta velocidade… Quem mais que foi? Ah, com a OIT, foi essa questão que a OIT enfatizou muito, a importância que o Brasil tem na questão da política social, da política de proteção social, da política de valorização do trabalho. Até a nossa… a recente promulgação do Pronatec. Eles acompanham bem acompanhado”.

“Com a primeira-ministra, com a chanceler Angela Merkel, nós discutimos a importância da relação do Brasil com a Alemanha; enfatizamos que vamos dar uma ênfase muito grande à questão da pequena e da média empresa no Ano Brasil-Alemanha 2013/2014 (…) Enfim, eu estou tentando ser o máximo específica, mas, em geral, há muita, havia muita preocupação com a questão da crise europeia”.

“Não é protecionismo, nós temos de nos proteger também, cada um faz o que pode. Agora, tem algumas medidas que nós nunca vamos controlar. Não vamos controlar a hora que eles resolvem despejar 800… A última vez foram 800 milhões? Bi? Trezentos? Quanto foi o último quantitative easing, o dois? Seiscentos bi? Eu não vou… não tem como controlar isso, não tem como controlar a política cambial chinesa. Nós achamos é que não… passamos o tempo inteiro dizendo isso: que tem isso, que não pode ser assim, que tem de mudar. E, hoje, isso meio que se internalizou; hoje, não somos só nós a falar isso”.

Tuesday, November 01, 2011

BUROCRACIA RIDÍCULA

A burocracia, praga que assola a humanidade, sempre nos oferece provas de quão ridícula se torna. Exemplos:

1) Noticiado pelo UOL em 01/11/11

Diane Taylor, uma bisavó de 92 anos de idade foi impedida de comprar uma garrafa de whisky, em Essex, Inglaterra, por não conseguir comprovar que tem mais de 18 anos! Ela estava sem nenhum tipo de documento contendo data de nascimento e a moça do caixa a barrou na hora de pagar a bebida.

Um representante da loja, procurado para esclarecer o ocorrido, desculpou-se com a senhora mas disse que sua equipe terá que continuar a pedir a identidade de todos para a venda de bebidas alcoólicas. Pois, pois!!!!!!! 

2) Também noticiado pelo UOL em 1/11/11

Na última semana, um guarda de trânsito na Sicília multou um carro por estacionamento proibido, dando um total de R$75 mil (uns 32 mil euros!). Quando a dona do veículo recebeu a multa quase caiu sentada: primeiro por causa do valor da multa e depois por constatar que o seu carro estava estacionado em local proibido desde o ano 208. Depois de muito lutar, a dona conseguiu a revisão da multa pois o guarda escrevera 208 ao invés de 2008 (um errozinho de só 1.800 anos!!) e, assim, reduziu a multa para meros R$240. O erro do policial é até desculpável, mas o do sistema que emitiu a multa já não é tão desculpável assim e a trabalheira que deu para cancelar a multa é simplesmente inaceitável.

Thursday, October 20, 2011

CRIANÇAS MIMADAS

Quando o chefe de familia reune a tropa em volta da mesa de jantar para informar que perdeu o emprego, todo mundo entende a mensagem e colabora no aperto geral de cintos. Infelizmente o que acontece no plano da unidade familiar não se repete no plano coletivo. E também infelizmente a patuléia, em qualquer lugar do mundo, é irracional e se comporta como criança mimada.

Vejamos o que ocorre nos últimos dias na Grécia, Itália, Espanha e Portugal, com mais alguns candidatos à vista: estes países estão em grave crise financeira e, em linguagem clara, estão falidos. Literalmente, "perderam o emprego"!

Entretanto, suas populações não se comportam como membros solidários de uma família e, acostumados a benesses concedidas ao longo dos anos, a torto e a direito, por uma cambada de políticos demagogos e, portanto, irresponsáveis, não querem abrir mão de seus "direitos". Na verdade, essas benesses sempre foram uma ilusão, concedidas enquanto a pirâmide estava com saldo positivo.

A social-democracia européia vai lentamente sendo obrigada a se reciclar ao constatar a falência da idéia do Estado provedor que garante direitos que, na realidade, não tinha a menor condição de oferecer. Papai Noel não existe!!!!!!!!

O Brasil, infelizmente, é doutor "honoris-causa" na matéria. Fazem parte da lista de irresponsabilidades o 13º salário, as multas do FGTS nas dispensas imotivadas, o vale-transporte, o salário-presidiário, o Bolsa Família, e por aí vai. Um dia a coisa ficará bem preta e aí vamos ver nas ruas a população indignada manifestando-se contra a perda destas molezas todas.

Coisa de criança mimada que está precisando de um choque de realismo!

DESONESTIDADE INTELECTUAL

Eu recebo regularmente as matérias publicadas no chamado "Ex-Blog do César Maia", nem sei bem o porquê. Às vezes aparecem comentários interessantes por lá e por esta razão ainda leio a coluna. Ontem, entretanto, ele fez um comentário sobre a política do Obama na questão dos estrangeiros indocumentados que mostra bem sua faceta de desonestidade intelectual. Não que isso surpreenda, dado ele pertencer à abjeta classe dos políticos e ter uma biografia mais do que volúvel, em matéria de filiação partidária pois passeou pelo PCB, PDT, PMDB e DEM. Como se vê, trata-se de uma figurinha, digamos, eclética! Ou indecisa. Ou oportunista, sei lá! Whatever...

O fato para o qual chamo a atenção nem é o comentário de que o Obama prossegue firme na política de deportação dos estrangeiros indocumentados, mesmo porque, ao implementar a política, nada mais está fazendo do que aplicar a Lei. O que é inaceitável foi a maneira como ele apresentou a matéria, dando o seguinte título:

"OBAMA BATE RECORDE DE DEPORTAÇÃO DE HISPÂNICOS E EXPORTA DELINQUENTES À AMÉRICA CENTRAL"

Trata-se de uma manchete maldosa e deformada pois:

a) A política de deportação de imigrantes indocumentados não discrimina grupos étnicos não sendo, portanto, centrada na deportação de hispânicos. O desonesto introduz a palavra "hispânicos" para impactar mais acentuadamente seu público brasileiro.


b) Sobre a exportação de delinquentes, a facciosidade é dupla: primeiro porque não é dirigida à América Central senão por outra razão porque há uma enormidade de delinquentes provenientes desta região e, segundo, porque a frase esconde o fato de que a Administração Obama procura ser, dentro das possibilidades, leniente com os indocumentados "ficha limpa".

O César Maia poderia ter dito que a Administração Obama tem sido criteriosa pois analisa caso a caso os candidatos a deportação: a prioridade é deportar aqueles que além de serem imigrantes ilegais também cometeram crimes nos EUA (não posso deixar de me lembrar do caso Cesare Battisti!!!! que, no Brasil, foi escandalosamente protegido). E, na escala de prioridades, estão no fim da fila aqueles indocumentados "ficha limpa" que estão no País há muitos anos, com trabalho regular, impostos pagos e até filhos nascidos nos EUA.

A mim, parece algo perfeitamente compreensível mas o desonesto omite este fato e apresenta a questão com um tom de denúncia.
O certo é que o Obama não está exportando delinquentes; apenas os está devolvendo à origem. Ainda bem!

Thursday, October 13, 2011

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS


Futebolista colombiano é preso na Arábia Saudita


Nesta semana o jogador colombiano Juan Pablo Pino foi preso na Arábia Saudita por exibir uma tatuagem em seu braço com a imagem de Cristo e outros símbolos religiosos.

Se levarmos em conta a rigidez da Lei Islâmica, vá lá, ele as infringiu e está pagando o devido preço. O ponto que quero levantar é outro: se o pessoal das bandas de Alá acha que nas terras deles devemos respeito às regras islâmicas, acho razoável que eles entendam que nas terras cristãs as regras são outras e também devem ser seguidas. E nem estou falando de regras religiosas, mas sim de ordenações administrativas. Nesse sentido, é um absurdo as mulheres árabes vivendo em países ocidentais pretenderem tirar foto para carteira de motorista vestindo uma Burqa ou Niqab.

Friday, September 16, 2011

UBS PERDE U$2 BILHÕES COM TRADER: BEM FEITO!


A imprensa divulgou hoje o prejuízo sofrido pelo UBS - um dos maiores bancos suíços - em função de operações não autorizadas feitas por um de seus traders no mercado de derivativos de Londres. As operações são classificadas como "não-autorizadas" agora, depois que a vaca foi pro brejo pois durante a construção do prejú, o "sistema" do banco foi aprovando impávido e tranquilo as operações do garotão cuja foto está aí ao lado. O banco merece ou não tomar essa homérica trolha? Na minha opinião, só resta dizer BEM FEITO!

Wednesday, August 31, 2011

JORNAL NACIONAL DA GLOBO: MEDÍOCRE!

Tenho assistido aqui dos EUA, através da Globo Internacional, às edições do "Jornal Nacional" e, a cada dia, mais impressionado eu fico com a mediocridade dele. Ontem, por exemplo, foi o dia de informar que o Congresso arquivou o processo de cassação da Jaqueline Roriz, pega com a boca na botija recebendo propina, em episódio filmado através de uma câmera escondida. O arquivamento em si, embora abjeto, não chega a espantar. O que espanta é a “explicação” dada por um parlamentar: a de que a cassação estabeleceria um perigoso precedente para os colegas dela!!!! Porém, a rigor, nem isso mesmo chega a espantar.

Entretanto, ainda há motivo para espanto e ele está no próprio Jornal Nacional da Globo: é uma vergonha o papel representado por esses dois leitores de notícias fantasiados de jornalistas – William Bonner e Fátima Bernardes -, pois eles relatam as maiores barbaridades e indignidades com cara de paisagem. Não há nenhum traço de crítica, de juízo de valor, nada! A impressão que nos dá é a de que se trata de um casal de argentários, interessados sómente em preservar seus milionários empregos e, ao fazê-lo, denigrem a profissão dos jornalistas, relegada ao rasteiro e simplório plano da leitura. Uma vergonha!

Saturday, August 27, 2011

LAMENTÁVEL PERFORMANCE DO PROFESSOR

Em 1918, já no final da 1ª Guerra Mundial, nossos navios receberam ordens dos ingleses para seguirem para Gibraltar, tendo ocorrido na rota alguns incidentes. O couraçado Britânia, designado para acompanhar a flotilha brasileira, tinha sido afundado por um submarino e havia um alerta de presença de submergíveis na área. Esse alerta gerou muita tensão, o que pode explicar as confusões ocorridas. A mais conhecida delas foi a 'Batalha das Toninhas', quando um cardume foi confundido com o rastro de um periscópio, fazendo com que o navio Bahia disparasse seus canhões contra "os submarinos alemães".

O episódio foi objeto de uma aula de História numa escola brasileira (nem a escola, nem o professor foram identificados) que, mostrada na Internet como um exemplo do que é ser um professor "cool" é, na verdade, a antítese disso. Sempre defendi a idéia de que os professores devem ser bons comunicadores além, é óbvio, de conhecerem a matéria que lhes diz respeito. E um bom comunicador é aquele que consegue estabelecer uma sintonia com o seu público. O professor em questão até faz uso de certos recursos para obter este efeito. É exemplo disso, a citação que ele faz dos conjuntos artísticos que deveriam estar “acompanhando” o pessoal na missão. Entretanto, o uso exagerado de palavrões não é adequado para o ambiente de uma sala de aula onde, além da matéria em si, também é ensinada de forma indireta a correção da linguagem. Acho que ele poderia ter dado essa mesma aula, engraçada, sintonizada com o público jovem da classe, mas sem essas apelações. Obviamente este professor está mais preocupado com o seu desempenho de "showman" do que com a sua função de educador. Este é mais um exemplo, dentro de uma visão "micro", da falência do nosso ensino. Agora veja o vídeo anexo e a performance do professor......

Wednesday, August 24, 2011

QUE BARBARIDADE!!!! Kit-Mendigo.....

A picaretagem não é fenômeno exclusivamente brasileiro mas que o Bananão é um especialista nisso, não há dúvida. O próprio Estado brasileiro ajuda a disseminação da vagabundagem e da malandragem/desonestidade em geral através dos programas assistencialistas e da impunidade. A combinação destas duas práticas tem tido um efeito devastador sobre a qualidade do brasileiro. Vejam só o vídeo abaixo:


Wednesday, July 27, 2011

ABISMOS CULTURAIS

Nestes tempos de mundo globalizado às vezes nos esquecemos de certas diferenças culturais que criam abismos intransponíveis entre as sociedades. Por exemplo, é difícil para nós, ocidentais e cristãos, entendermos certas regras do mundo islâmico, pincipalmente no que se refere ao tratamento da mulher e da aplicação de penas para as mais diversas infrações (apedrejamento, enforcamento, mutilações, etc). Outro exemplo nos é dado pelo vídeo a seguir em que é mostrado um "concurso" sumamente boçal (para nós ocidentais, imagino) em que os "chefs" são instados a preparar alguns pratos em tempo recorde. Os pratos em questão envolvem animais vivos que são sacrificados e imediatamente oferecidos para consumo. Só vendo o vídeo para entender o grau da insensibilidade desse pessoal. A boçalidade é evidente nos cozinheiros, nos apresentadores e na platéia.

Thursday, May 19, 2011

A QUEDA DO DIRETOR-GERENTE DO FMI

Esse caso dá no que pensar! Independentemente do estupro ou quase estupro ter sido uma armação ou não, o aspecto mais interessante é o que mostra o quanto estamos dependentes das fragilidades humanas.

Esse diretor-gerente, o Dominique Strauss-Kahn, é um economista mundialmente respeitado, professor universitário na França, figura proeminente do Partido Socialista Francês e, mais importante, um pré-candidato à sucessão do presidente Nicolas Sarkozy e que, segundo pesquisas eleitorais, ostentava sólida vantagem sobre o presidente. Essa figurinha estava com tudo nos eixos para ser o presidente de uma das mais importantes nações do planeta, um país com mais de 65 milhões de habitantes e detentor de tecnologia bélica nuclear. E, no entanto, essa figurinha carimbada tentou dar um crau na camareira do hotel!!!!A desculpa da armação não cola pois se a moça se insinuou para cima do gerente do FMI, cabia a ele repelir o avanço, no mínimo, em nome da possibilidade de armação.

O que é realmente assustador é ver o quão pobre pode ser o julgamento de uma pessoa tão preparada e escolada. E o caso não é único: lembremo-nos também do Elliot Spitzer, procurador implacável do Estado de New York, eleito governador do Estado e considerado um pré-candidato à presidência dos EUA. Esse cara, no exercício da governança do Estado de New York, combinou um encontro com uma garota de programa num hotel da cidade e foi pego com a boca na botija. Outra vez, pouco importa saber se foi ou não vítima de armação de seus inimigos políticos pois a pobreza de julgamento também foi inegável. E também temos o caso hors-concours do Presidente Clinton com a Monica Lewinski!

Rememorar todos esses casos absurdos, que revelam a precariedade de julgamento dos poderosos, nos assusta pois fica claro que estamos todos nas mãos de gente que, no fundo no fundo, está muito menos preparada do que se pensa para o exercício de funções tão importantes como as de governar um país. Dá medo.....um Clinton numa sessão de chupetinha com a estagiária ou um Bóris Yeltsin bebaço, ao lado de uma garrafa de vodka devidamente enxugada durante o expediente, ambos com um dedo no gatilho nuclear.

Acho que é melhor nem pensar mais nisso!!!

Monday, November 01, 2010

ELEIÇÕES 2010 : DIA DE LUTO

O dia da eleição da Dilma como presidente do Brasil será, provavelmente, um dia a se lamentar na história do País. Mesmo correndo o risco de queimar a língua, face à improbabilíssima hipótese de que ela venha a fazer um bom governo, arrisco dizer que sua administração será desastrosa. Vejo essa desgraça sob dois ângulos. O primeiro é o da eleição de uma pessoa despreparada, com parca experiência política e com mais do que questionável desempenho nos cargos administrativos que ocupou. Isso para não se falar de sua postura como representante de um socialismo atrasado, fora do tempo e de lugar. O segundo é o fato de ser mulher: é uma pena que a primeira mulher a ocupar este cargo, seja uma mulher sem méritos, sem luz própria, que só chegou lá por ser a "muié do Lula". Chega a ser um desrespeito para com a mulher brasileira.

O PSDB e, particularmente, o José Serra têm uma parcela considerável de responsabilidade nesta desgraça por terem conduzido uma campanha bisonha, recheada de platitudes e sem força para desnudar as fraquezas da oponente. A Dilma é a candidata que qualquer adversário poderia desejar: fraca, inculta, sem discurso, intelecto paupérrimo, carisma zero, antipática e vacilante. Nem assim o Serra foi capaz de empolgar o eleitorado. Faz-nos pensar que, na realidade, o PSDB sofre de um certo constrangimento em combater o PT e a Dilma porque no fundo, mas no fundo mesmo, são farinha do mesmo saco. Faço um pequena concessão: são farinha de sacos adjacentes mas, sem dúvida, da mesma safra.

Agora resta esperar e ver no que vai dar. Para mim, a esperança é a de que isso sirva para unir as oposições para evitar uma possível "venezuelada" no Brasil.

Saturday, July 03, 2010

AINDA A COPA 2010: ALEMANHA 4 x ARGENTINA 0

UMA LIÇÃO PARA O BRASIL

É claro que a goleada imposta à Argentina pela Alemanha deixa os brasileiros mais do que satisfeitos. Depois da desclassificação brasileira, nos seria insuportável ver a Argentina ganhar da Alemanha. E esse troço de solidariedade latinoamericana é impossível de funcionar quando o latinoamericano em questão é a Argentina. A rivalidade é grande demais para dar espaço a algum gesto solidário.

Entretanto, vou tentar manter a cabeça fria e analisar com isenção o que percebi daquele que, para mim, foi o melhor jogo da Copa até o momento. O placar de 4 x 0 sugere que o jogo foi um passeio para a Alemanha. Realmente foi, mas só a partir dos 30 minutos do segundo tempo, quando a Argentina entregou os pontos. Antes disso, a Argentina lutou bravamente e mostrou um futebol vistoso. Mas a Alemanha foi mais brava e mais vistosa!

A Alemanha proporcionou, para quem quis ver, uma tremenda lição para o Brasil. Ela provou ser possível ter uma defesa extraordinariamente eficiente, sem que isso signifique abdicar do jogo ofensivo. Por esta razão é que ela chegou aos 4 x 0. Porque ganhava de um e continuava atacando. A Argentina também chegou a dominar o jogo, mas a eficiência e a insistência alemã a levou ao segundo gol. E a Alemanha não se dava por satisfeita e continuava a atacar e assim chegou aos 4 x 0. Fosse o Brasil, teria se encolhido depois do 1 x 0 e teria sido engolido pela Argentina.

Quem sabe a CBF acorda e e contrata o técnico da Alemanha para dar uma assessorada no bando de técnicos enganadores que abundam no futebol brasileiro.

Friday, July 02, 2010

DERROTA NA COPA DE 2010

A derrota para a Holanda – se o Brasil souber tirar proveito disso, o que eu duvido – foi uma benção! Uma oportunidade dourada para nos livrarmos de uma geração de técnicos obtusos, medíocres e covardes, representados pelos “grandes” Zagalo, Parreira e essa patética figurinha que é o Dunga.

Esses caras montaram times que desonram o futebol brasileiro...são times que jogam para trás, contrariando o espírito irreverente e de futebol ofensivo, que naturalmente se via no nosso futebol e que sempre foi objeto de admiração no mundo inteiro.

Há décadas, assistir aos jogos do Brasil é uma chatice. A gente se empolga e torce para a vitória porque é o Brasil que joga mas no fundo, na nossa intimidade, fica aquela sensação de fragilidade pois a gente percebe que o time busca primariamente se defender e, se der, tenta fazer um golzinho magro e ganhar a partida pois, em última instância, o empate é um bom resultado. Isso é filosofia de perna-de-pau, compreensível somente na cabeça de ex-jogadores pernas-de-pau como foram Zagalo e Dunga. Acho que o Parreira nem isso chegou a ser.

E esse time da Copa de 2010 não foge ao figurino. A convocação dos jogadores já foi uma espécie de desastre anunciado pois ela privilegiou a “tchurma” em detrimento de novos craques que surgiram nos meses que antecederam a Copa. Na cabeça do Dunga, mais valia ser solidário com o grupo do que com o País. E, assim, foram para a Copa “expoentes” do futebol brasileiro como o burocrata Lúcio, o enganador Luís Fabiano, um despreparado como Felipe Melo e outros tantos, quase que desconhecidos no Brasil mas de sucesso duvidoso no exterior, tipo Grafite e outros.

A grande ironia é que o Dunga montou um time defensivo e foi justamente a defesa que selou a nossa sorte em duas jogadas imperdoavelmente bisonhas.

Acho que não podemos crucificar nenhum jogador pois eles não têm culpa de sua própria bisonhice; fizeram o que puderam e não fizeram mais apenas porque são tecnicamente limitados. O lance que antecedeu o segundo gol da Holanda é exemplo típico do que digo. O gol nasceu de um escanteio e a falha da defesa foi permitir que um holandês de meros 1.70m fizesse o gol de cabeça sem sequer se dar ao trabalho de saltar, tão tranquilo que estava na área. Mas a bisonhice a que me referia foi no lance que originou o escanteio: o jogador brasileiro da defesa – nem sei quem foi – levemente pressionado pela presença relativamente distante de um atacante holandês decidiu, por precaução absolutamente desnecessária, jogar a bola pela linha de fundo. Fez isso somente por uma razão: por ser tecnicamente limitado. Um desempenho que cobre de vergonha um Nilton Santos e até outros nem tão competentes. Assim, se alguém tem que ser crucificado é o Dunga, que é o medíocre-mór, e a CBF por colocá-lo na direção da seleção.

Há também uma culpa coletiva, da delegação, da imprensa e até, de certa forma, do público, por externar uma certa arrogância, um ar de superioridade absolutamente sem correspondência com a realidade dentro do campo. Só para exemplificar, na manhã do jogo contra a Holanda, portanto horas antes de nossa eliminação, o site do UOL ostentava a seguinte manchete: “Dunga busca trinca contra “freguesa” Holanda”. Achei meio arrogante chamar a Holanda, que sempre exibiu um futebol de qualidade, de “frequesa” do Brasil e fui conferir o retrospecto (antes do jogo): em 9 partidas 3 vitórias do Brasil, 2 vitórias da Holanda e 4 empates. O Brasil ostentava um magro saldo de 1 gol de vantagem nas 9 partidas (agora reduzido a zero). Onde está a “freguesa”? Só numa cabeça arrogante que entra no “oba-oba”, no “viva o Brasil do ano dois mil” e que se recusa a encarar a triste realidade do nosso futebolzinho mixuruco.

Já soube que o Dunga declarou que sai da seleção. Pena que não tenha sido demitido mas, por outro lado, que saia do jeito que for e que isso seja o primeiro ato de uma renovação geral. De jogadores e de esquema tático.

Seleção Brasileira..... por ora, requiescat in pax! A missa de sétimo dia será dia 09 de julho de 2010 nas catedrais, igrejas e igrejinhas do meu Brasil.

Monday, June 28, 2010

OS JUÍZES ERRAM E A FIFA FINGE QUE NÃO SABE DE NADA

Estamos assistindo a um festival de erros graves dos árbitros nesta Copa da África do Sul e a FIFA mantém-se impávida!

Antes mesmo da Copa, tivemos a classificação da França em detrimento da Irlanda por causa de um gol feito com a ajuda da mão do atacante francês. Já na Copa, os EUA tiveram um gol anulado que teria mudado a sua classificação para a próxima etapa; o Brasil teve um gol feito com a ajuda de dois braços; a Argentina marcou um gol contra o México em escandaloso impedimento e a Inglaterra colocou a bola uns 50cm dentro do gol da Alemanha e o árbitro não validou o gol. Em todos esses casos, o erro da arbitragem mudou a dinâmica do jogo. Se olharmos, por exemplo, a vitória de 4 x 1 da Alemanha sobre a Inglaterra, pode-se ter a impressão de que o gol não confirmado da Inglaterra foi irrelevante no resultado final do jogo mas isso não é verdade pois, na ocasião do incidente, a Alemanha vencia por 2 x 1 e a validação do gol teria empatado a partida, criando uma situação nova que, naquele momento, era favorável à Inglaterra.

Apesar dos erros crassos que acabam modificando o resultado de uma partida e, no caso de uma Copa do Mundo, comprometendo um investimento de vários anos que os países fazem para dela poderem participar, a FIFA continua completamente refratária à qualquer idéia de passar a usar os recursos tecnológicos hoje existentes. Outros esportes se modernizaram e passaram a evitar esses erros. Os erros no futebol são lendários, sempre existiram: o que ocorre é que agora, com a televisão mostrando os lances críticos de tudo quanto é ângulo possível, inclusive em telões dentro dos estádios, os erros tornaram-se algo grotesco, insuportável e imperdoável.

A situação fica especialmente constrangedora quando os próprios jogadores, após as partidas, admitem que o árbitro errou mas, nem assim, os resultados são revertidos. Olhar a foto num jornal mostrando a bola dentro do gol alemão e saber que o gol não foi validado é algo que deveria constranger a FIFA ao ponto de fazê-la adotar um novo sistema de arbitragem.

O tênis criou a possibilidade do jogador fazer um “challenge” nos casos de dúvida e a decisão fica por conta do computador. No basquete e no futebol americano, sempre que há um lance duvidoso, os juízes apelam para a TV e passam o video-tape do lance várias vezes em monitores, para si próprios, e nos telões para o público poder acompanhar a decisão deles. Até o turfe, há décadas usa o “olho eletrônico” (photo-chart) para determinar que cavalo venceu o páreo.

Enfim, está mais do que na hora da FIFA acordar para o problema e se modernizar.

Thursday, June 24, 2010

FUTEBOL FEIO

Assistindo aos jogos da Copa do Mundo 2010 cheguei a algumas conclusões: uma delas é a de que à Europa sobram recursos financeiros e falta talento. Retirados de cena a penca de jogadores “importados” pela Europa e que jogam para os clubes europeus, vindos principalmente da América do Sul e da África, o que sobra é uma coleção de pernas-de-pau, ressalvadas as exceções de praxe. Para exemplificar a minha conclusão, basta ver as eliminações da França e da Itália e o fraco desempenho – pelo menos na fase classificatória – da Alemanha e da Espanha.

Mas esse é um problema europeu pois a segunda conclusão que cheguei diz respeito à seleção brasileira. Ela não só não me entusiasma como chega a ser irritante. É um time burocrático, covarde e cheio de pseudo-craques. O técnico Dunga é a versão do momento de uma geração de técnicos, que eu acho que começou com o Zagalo, que defende o “futebol de resultados”. Essa filosofia é furada e só poderia mesmo ter sido consistentemente perseguida por esse renque de técnicos cabeça-de-bagre, a maioria constituída por ex-jogadores de talento mais do que duvidoso, de cuja lista o Zagalo e o Dunga são dois expoentes.

Embora o futebol seja uma máquina de fazer dinheiro e, como tal tenha que ser administrado como uma empresa, esse enfoque empresarial se aplica aos clubes e às federações estaduais e nacionais, que o organizam. Também aceito que o mercado de jogadores, que envolve transações milionárias, tenha que ser administrado de forma racional e que todo esse conjunto de atividades esteja sujeito à muita politicagem esportiva. Porém, pára por aí: não podemos confundir o futebol com a política. A “Realpolitik” é coisa de outra esfera e, por isso, o “futebol de resultados” é tese furada. Dizer que o que importa é a vitória, seja ela obtida da forma que for, é algo que contraria a própria natureza do futebol.

O futebol é um espetáculo e, como tal, é feito para o público apreciar. Dez de cada dez torcedores dirão que preferem um jogo de muitos gols do que um zero a zero. O gol é o objetivo máximo do esporte e a vitória geralmente sua consequência. Mas, além do gol, o jogo precisa de exibição de talento: dribles, jogadas de efeito e muita ação ofensiva. E não esse jogo extremamente cauteloso, cheio de passes laterais que o Brasil acabou adotando, seguindo uma tendência européia. Isso pode ser válido para a Europa por causa da crônica falta de talentos mas não para o Brasil. Um exemplo bem atual do que digo é o time do Santos, constituido por um bando de moleques desavergonhados que aplica goleadas históricas seguidamente e que encanta não só o público como também a crônica esportiva. E cujos craques foram solenemente ignorados pelo Dunga na hora da convocação.

A aplicação do futebol de resultados no Brasil é uma forma de castração do talento dos nossos jogadores e está mais do que na hora de enterrar essa idéia insensata. Como não existe nada que seja totalmente bom ou totalmente ruim, uma eventual derrota do Brasil nesta Copa talvez sirva como uma oportunidade para se reciclar as idéias e, finalmente, abandonar essa tese bocó.

Thursday, June 17, 2010

UMA AVENTURA DE MOTO

FOUR CORNERS U.S.A. – MAI/JUN 2010

Depois de alguns meses de planejamento cuidadoso, eu e o Nestor Pires de Foz de Iguaçú, PR iniciamos a nossa aventura de fazer os quatro cantos dos E.U.A. dentro das regras da SCMA – Southern California Motorcycling Association que é a associação que comanda a prova.

Essa prova, já tradicional nos E.U.A., estabelece que o motociclista tem que comparecer com a sua moto nos quatro pontos extremos do Estados Unidos em 21 dias no máximo, em qualquer ordem. Os pontos são: Key West na Flórida, Madawaska no Maine (fronteira com o Canadá), San Ysidro na Califórnia (fronteira com o México) e Blaine no estado de Washington (fronteira com o Canadá). Nós decidimos fazer o circuito em “X” para evitar o frio excessivo ao longo da fronteira com o Canadá e o calor excessivo ao longo do Golfo do México. Assim, nossa ordem foi Key West, Madawaska, San Ysidro e Blaine. A decisão mostrou ser acertada pois apesar de uns poucos dias de frio, principalmente nas manhãs, e uns poucos dias de calorão, o clima enfrentado foi ameno.

Fizemos a prova com duas Honda Goldwing: eu com a minha 2009 prata e o Nestor com uma 2010 amarela que ele comprou nos EUA especialmente para fazer o circuito. Foram máquinas fantásticas: confortáveis, excelente torque para a categoria e, acima de tudo, confiáveis. Rodamos cerca de 18.000 km num regime bem exigente e as Goldwing cumpriram com o exigido sem nenhum “porém”. Foram simplesmente perfeitas.

Eu moro na região de Orlando, FL e fiquei esperando o Nestor chegar em Miami, vindo do Brasil. Ele se encontraria inicialmente com o Allamo Moraes que está morando em Miami e, assim, o nosso ponto de encontro seria o escritório do Allamo em Davie, ao norte de Miami.

Logo que tive a confirmação de que o Nestor estava pronto em Miami, parti de Orlando para encontrá-lo em Davie. De lá iríamos até um hotel ao sul de Miami onde passaríamos a noite e aproveitaríamos para acertar os ponteiros para o início da prova na manhã seguinte, dia 20 de maio de 2010. Esse trecho inicial de cerca de 350 km entre a minha casa e o ponto de encontro em Davie, não foi dos mais auspiciosos: logo de cara, ao entrar na Florida Turnpike, a região foi invadida por zilhões de lovebugs que empastelaram completamente o parabrisas da moto e a viseira do capacete. Depois de uns poucos minutos, comecei a sentir uma coceira no couro cabeludo e resolvi parar para ver o que havia de errado. Tirei o capacete e, dentro dele, havia pelo menos uns vinte lovebugs que haviam entrado pelos orificios de ventilação! Logo depois começou a chover e os mosquitos desapareceram mas a chuva foi apertando até se transformar num temporal que obrigou muitos carros a parar no acostamento. O temporal me perseguiu até a chegada em Davie. Encontrei com o Allamo e o Nestor e ainda ficamos enrolando um papo esperando a chuva passar mas, no final, partimos para o nosso hotel, uns 70 km ao sul, debaixo de chuva mesmo.

Dia 20 de maio marcou o início da prova para nós. Fizemos um trajeto tranquilo até Key West e cumprimos o ritual do “primeiro corner”: juntar recibo de compra de combustível na cidade, uma foto do piloto ao lado de sua moto num dos locais designados, um formulário preenchido com algumas informações, a quilometragem da moto no local e tudo isso colocado num envelope e despachado no correio para a SCMA. Essa data de postagem marca o início da contagem do limite de 21 dias para completar a prova. Fizemos tudo sem chuva, embora o céu estivesse cinza-chumbo. E não deu outra: bem na saída do correio desabou outro temporal e tivemos que sair na chuva para não perdermos mais tempo.

A partir desse momento, nosso objetivo era percorrer a “costa” leste dos EUA até chegarmos a Madawaska no Maine, nosso segundo corner. Fizemos isso, basicamente, percorrendo a I-95, que é uma estradona de pista dupla, sem pedágios.

No dia 23/05 chegamos ao fim da I-95. Nesse dia tivemos um pequeno “incidente”: chegamos em Houlton, ME (onde acaba a I-95) já anoitecendo. Deste ponto para Madawaska, nosso 2º corner, teríamos que percorrer mais uns 160 km na US-1 mas estávamos cansados demais e não valeria a pena forçar mais 160 km para chegarmos lá à noite e, assim, decidimos pernoitar em Houlton. Procurando orientação pelo GPS fomos atrás de um hotel que ficava algumas milhas adiante na I-95. E lá fomos nós com um olho no GPS e outro na estrada: de repente a estrada acaba com um edifício bem no meio dela, que nada mais era do que a “imigração” canadense. Paramos imediatamente as motos mas não havia saída: ou atravessaríamos a fronteira ou daríamos uma marcha-à-ré de uns 200 m onde havia uma abertura entre as pistas que permitiria um retorno. Acontece que a tal abertura era parte de um outro edifício, na pista oposta, que era a “imigração” americana. Enquanto dávamos a marcha-à-ré, percebemos pelo retrovisor que os seguranças americanos nos esperavam! E aí começou o problema pois eles alegaram que “técnicamente” havíamos saído dos EUA (sem, entretanto, termos entrado no Canadá!). Levou mais de uma hora de conversa e checkagem de tudo quanto é documento possível e imaginável para provar que nós dois éramos apenas dois “patos” que se perderam na I-95. No final, depois de um teatrinho que nos obrigou a tirar foto e impressões digitais, nos “liberaram” e até indicaram um hotel na cidade....que ficava junto à alça de saída da I-95 onde havíamos passado horas atrás e do qual nem tínhamos percebido a existência!

No dia seguinte, uma perninha de 160 km nos levou ao 2º corner em Madawaska, ME. Fizemos rapidamente a rotina de comprar combustível, tirar foto e despachar tudo no correio para a SCMA. Em seguida tomamos rumo sul, pela mesma US-1, em direção ao 3º corner, na Califórnia.

Este trajeto nos custou 5 dias bem rodados. Saindo de Madawaska, fomos dormir em Springfield, MA e, no dia seguinte, acabamos em Clarion, PA, perto da divisa com Ohio. Nesse dia aconteceu um fato engraçado: tínhamos parado numa “rest area” para descansar por uns minutos, e enquanto estávamos sentados num gramado, um caminhoneiro mexicano veio puxar conversa. Dizia que o negócio dele era levar carros usados em sua carreta, da Pennsylvania para Iowa e que fazia isso quase que ininterruptamente. Perguntei a ele se tinha família e ele disse que a mulher dele morava na PA mas que tinha se divorciado pois não aguentou o estilo de vida dele. E o diálogo foi indo nessa linha:

- E agora? Se a sua mulher se divorciou vc acabou morando na cabine do caminhão, não é?
- Si, es verdad!
- Y como haces? No tienes mujer o tienes una en cada ciudad?
- No! Eso es difícil acá en los Estados Unidos! La prostitución es prohibida y además yo, con esa cara de mexicano,….es imposible!
- Entonces, que haces? Como “te viras”???? (em portunhol….)
- Ah! No tengo ningún problema! Ahora tengo un perrito conmigo que me hace compañía!

Depois dessa, achei melhor não perguntar mais nada e deixar a coisa por conta da imaginação. Mas depois dessa estória, a cada perrito que punha a cabeça prá fora da janela de um caminhão, dávamos boas risadas.

Noi dia seguinte, fomos de Clarion, PA até um pouco adiante de St. Louis no Missouri, driblando a chuva. Depois, tivemos um dia sem incidentes mas enfrentamos um congestionamento-monstro em Oklahoma City, debaixo de um sol abrasador de uns 36ºC (na sombra!) mas para nós, certamente, mais de 40ºC e, dentro do capacete, sei lá mais quanto! Tínhamos a intenção de chegar em Amarillo, TX, mas o tempo perdido no congestionamento fez com que pernoitássemos um pouco antes, em Clinton, OK.

O próximo dia, foi muito pesado: acabamos a travessia de Oklahoma, atravessamos a ponta norte do Texas, todo estado do Novo México e parte do Arizona até Flagstaff, onde pernoitamos depois de percorrer 1.300 km no lombo das motos! Foi o dia mais cansativo de todos. Não enfrentamos chuva, mas um tremendo calorão e um persistente e forte vento de través nas planícies semidesérticas do Novo México e do Arizona. No geral o vento forte era constante, o que exigia uma inclinação de uns 25º da moto para poder mantê-la no rumo mas, às vezes, vinham uma rajadas que exigiam um esforço ainda maior para manter a moto na faixa, fora o susto! Depois de uma noite razoavelmente dormida, partimos bem cedo de Flagstaff rumo a San Ysidro, onde chegamos lá pelas 3 horas da tarde. Cumprimos o ritual de compra de combustível, foto e correio para fins de documentar o nosso 3º corner e já tratamos de tomar a I-5 rumo norte e acabamos parando para pernoitar em Sta. Clarita, depois de livrar o trânsito pesado em torno de Los Angeles. Dia menos pesado do que o anterior mas, mesmo assim, rodamos cerca de 1.100 km!

De Sta. Clarita fomos rumo norte até Ukiah, CA para visitar a irmã do Nestor que mora na cidade. Com isso, tivemos um dia mais “manso” em termos de quilometragem e isso permitiu colocar o sono em dia, dar uma folga para o corpo, lavar roupas e espairecer um pouco. No dia seguinte, continuamos rumo norte até próximo a Seattle, WA, rodando cerca de 1.100km.

Saimos cedo de Seattle para chegar a Blaine, WA, nosso 4º corner lá pelas 11 horas da manhã. Cumprimos o ritual exigido para o corner e imediatamente iniciamos o caminho de volta, parando em Ellensburg, WA para troca de óleo das motos e pernoite.

O dia seguinte foi pesado: saímos bem cedo de Ellensburg e rodamos 14 horas debaixo de chuva, sem trégua. Considerando as condições do tempo, termos rodado 1.150 km foi até uma proeza. Acabamos chegando em Billings, MT no início da noite.

De Billings, nosso próximo objetivo era alcançar Sioux Falls, SD. Nesse dia, ao tomarmos nosso café-da-manhã no hotel, fomos abordados por um cara com “uniforme” de Harley-Davidson: queria ajuda para fazer pegar a moto dele que estava com a partida pifada. Foi a glória para o Nestor poder sentar na Harley do cara e fazê-la pegar “no tranco” depois de ser empurrada pelo harleyro e por mim! Tirei uma foto do Nestor montado na “bichinha” que, certamente, vai ser emoldurada por ele e colocada na galeria de fotos de sua revenda de motos Honda de Foz de Iguaçú!!! Socorrida a Harley, partimos para um dia sem chuva, em que rodamos cerca de 900 km para chegar em Chamberlain, SD perto do objetivo.

No dia seguinte, iniciamos a “descida” em direção ao sul dos EUA. Passamos o dia todo driblando a chuva e sob um calor infernal de 36ºC (à sombra, para quem está nela!). Foi o dia mais quente do tour. Passamos por uma cidade chamada Bunceton, no Missouri. Na minha próxima encarnação, se eu nascer homem, vou querer nascer nesta cidade pois, com esse nome, deve ser interessante! Acabamos o dia em Columbia, MO na antevéspera do final da aventura.

No dia seguinte, também de muito calor, chegamos a Chattanooga, TN onde pernoitamos. Dali, em outro dia muito quente, fizemos aquela que foi a perna final para mim, chegando em Winter Garden, FL. O Nestor ainda teve mais uma manhã de pilotagem para chegar em Miami na hora do almoço.

Foi uma aventura maravilhosa: 18 dias que nos permitiram ter uma visão do quanto é diversificada a paisagem americana. Passamos por grandes centros urbanos como Miami, New York, Los Angeles e por extensas áreas naturais como as regiões semi-desérticas do Arizona e do Novo México, as florestas temperadas do Maine e do estado de Washington e as intermináveis pradarias do Idaho, Montana e Dakota do Sul.

Para quem gosta de estatísticas e pretende planejar fazer algo parecido:

Total de quilometros percorridos: 18.000
Nº de dias: 18
Média diária de quilometragem: 1.000
Velocidade média diária: 78,2 km/h (*)

(*) Este cálculo é útil para fins de planejamento pois ele reflete a realidade do tempo gasto para percorrer determinada distância, incluindo as paradas para reabastecimento, descanso, alimentação, etc. Para obter este resultado de 78.2 km/h tivemos que rodar grandes trechos a cerca de 120 km/h, o que está um pouco acima do limite legal das estradas americanas mais “liberais”.

Em termos de custo:

Despesas com hotéis U$1,500.00
Despesas com combustível 800.00
Despesas com pedágios 70.00
Despesas com revisão da moto 130.00
Despesas com alimentação 500.00
Total U$3,000.00


Para aqueles que pretendem vivenciar essa aventura e queiram maiores detalhes podem me contactar pelo e-mail rafernandes1@uol.com.br ou pelo Skype “robi2121” ou colocar posts neste blog.

Abaixo, algumas fotos do tour.



1º Corner em Key West, Flórida



2º Corner em Madawaska, Maine


3º Corner em San Ysidro, Califórnia


4º Corner em Blaine, estado de Washington


Somewhere in Indiana

Wednesday, April 28, 2010

A Lista das Mais Belas

Hoje o UOL publicou notícia de que a revista People divulgou a sua lista das 10 mulheres mais belas do mundo. Em primeiro lugar colocaram a ex-bela e atual bucho Julia Roberts e em sexto lugar a ex-"friends" Jennifer Aniston que nunca foi bela e que, com o passar do tempo, as chances de vir a ser se reduzem a zero.

A revista vive de explorar o seu mundinho L.A. / N.Y.C. ou então o editor da matéria é egresso do Instituto Padre Chico. Qualquer um que passeie pelas praias do Rio ou do Guarujá, em menos de dez minutos encontra mulheres em condições de destronar as dez da lista.

Essas duas, a Julia e a Jennifer, têm uma eficientíssima assessoria de imprensa mas não conseguem evitar flagrantes dos paparazzi que mostram a verdadeira face de ambas, sem maquiagem, ou seja, em condições de igualdade com a maioria absoluta das mulheres. É um desastre. A Jennifer nem vale comentar porque nunca chegou a ser lá grande coisa mas a Julia, em particular, sempre foi badaladíssima e hoje dá até pena de vê-la em CNTP. Pior do que ela só a Melanie Griffith, essa um verdadeiro monstrengo. Deveríamos lembrar ao editor desta matéria que existe uma tal de Catherine Zeta Jones e que, talvez, ele devesse dar uma olhadinha nela...

Saturday, March 27, 2010

DECÁLOGO (Lênin, 1913)

O “Decálogo” abaixo apresentado, apresenta ações táticas para a tomada do Poder.

Qualquer semelhança com a atual situação brasileira NÃO é mera coincidência.


1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5. Fale sempre sobre democracia e em Estado de Direito mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no Exterior, e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes; nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sob pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;
10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa.


Evidentemente, como o “Decálogo” foi escrito há quase um século atrás, sua aplicação à atual situação do Brasil tem que sofrer as devidas adaptações táticas. Entretanto, mesmo que nem todos os ítens se apliquem rigorosamente ao momento atual, fica muito evidente que sua estrutura geral guarda uma estreita semelhança com o que temos observado na nossa atualidade.